Make your own free website on Tripod.com


Quais são meus anseios?
E meus receios?
Anseio por várias coisas
Muitas também receio
Anseio viver um grande amor
Um amor verdadeiro,
um amor que seja retribuído.
Aí vem meu receio
De que ame tanto, tanto, que ame em vão, ou até
de que o alguém que eu amo tanto
não me ame como eu o amo.
De que o amor que eu tenho no coração
torne-se uma louca obsessão,
ou uma grande paixão,
que me leve à loucura.
Loucura de amar tanto e querer a morte.
Morte ...
outro receio meu,
um receio que um dia ou outro
terá que acontecer.
Quando isso acontecer
quero que esse alguém que eu amei
saiba desse amor.
E então meu maior receio,
morrer ...
torne-se o anseio
de morrer nos braços do meu amado.
Mariana Cohen Bisserra



Que grande medo vivi
Que grande receio senti
Que grande tristeza sofri
Não posso mandar no meu coração
Não posso falar com tanta emoção
Pedirei um novo amor
Pedirei para não sentir dor
Muitas lágrimas em meu rosto rolaram
Muitas tristezas em mim viviam
Tantas foram as lágrimas perdidas
Tantas foram as emoções esquecidas
Tantos foram os medos e receios
Até na hora do recreio
Quando tu vinhas falar comigo
Meu coração batia forte
Batia silencioso
Tive receio de boba que sou
Meu amor viria falar
Meu amor iria dizer:
“Eu te Amo”...

Mariana Mendes Vieira de Sousa


Conversa de Bêbadas
O mar, as ondas, o céu, a terra,
tudo é paisagem, tudo é verde
escrevo agora numa paisagem
escrevo na celulose de uma árvore qualquer

Maria I & Yasmin dos Bons Ventos


Vejo na janela
Pássaros a voar.
Voam sem destino,
Voam sem parar.
Não sabem aonde vão.
Não sabem onde estão.
Assim é o coração.
Pretensioso mas frágil;
ferido mas forte.
Sem direção,
Coração, coração,
Quem o conhecerá?
Em seus laços de perigo
Hei de me encontrar!
Coração, coração,
Onde vai parar?
Já não agüento mais
Em espinhos mergulhar.
Coração, uma coisa lhe digo:
Ninguém jamais o vencerá.

Daniele Carvalho Capelo


O que anseio ou o que receio
Para que queres saber?
Tudo bem, vou te dizer ...
Anseio beijar-te entre as ondas
Anseio que me olhes e te emociones
Anseio ser a última e a única
Por apenas um momento, um momento ...
Anseio fazer-te sorrir quando chorares
Anseio todo o possível
Anseio a transformação da ilusão
Porém receio viver assim.
Receio estar certa
E que tu ames mesmo outra
E não a mim
Receio que a vida
Seja assim como o amor
E agora, para me fazer chorar,
Diz o que mereço
E não mintas jamais
Podem vir carrascos a me condenar
E que pena merece quem entrega a amada ao seu amado?
E que pena merece quem quer a felicidade de quem ama?
Será que tu não entendes?
Será que tu não enxergas?
Olhe só tudo o que disse
E agora o que farei?
E agora, como te olharei?
Se ao menos tu parasses de girar em torno de ti
Se ao menos tu olhasses para trás
Quem sabe iria descobrir
Quais são meus anseios e receios ...
Quem sabe meu amor ...
Quem sabe um dia ...

Ana Carina Cohen Bisserra

Marcos era um adolescente de classe média que vivia com sua família em um confortável apartamento no Rio de Janeiro. Marcos tinha irmãos, primos e amigos. Tudo parecia perfeito em sua vida. Os esportes preferidos eram jogar futebol e andar de bicicleta.

Jogar futebol era fácil: ele descia ao play e lá havia uma bela quadra esportiva. Mas andar de bicicleta era complicado porque em seu prédio não havia espaço.

Nas horas em que estava em seu quatro, Marcos observava o mundo por sua janela.

Marcos notava, dentre outras coisas, a desigualdade social que existia à sua volta. Ele olhava para baixo e via seus amigos brincando em um pequeno espaço de um condomínio fechado. Distanciando o olhar, Marcos podia notar uma outra realidade: crianças dormindo nas calçadas, pedindo dinheiro nos carros parados no sinal.

Daí Marcos descobriu um anseio: de que todos pudessem ter igualdade social, uma casa digna e amigos assim como ele e seus colegas que em seu play brincavam.

Marcos ao analisar isso, percebeu que um dia, se seu desejo se realizasse não haveria nas ruas tanta violência, já que essas crianças seriam adultos civilizados e isso diminuiria bastante os receios que temos hoje de andarmos livremente na rua. Já pensou como seria bom se Marcos pudesse andar de bicicleta, de que tanto gosta, pelo aterro, sem nenhum receio de violência? Quem sabe um dia o anseio de Marcos se realiza?


Diogo Simon Werberich


Querido Diário:

Volto a escrever em você para lhe contar coisas que estou sentindo e que estou achando muito estranho.

Antigamente - isso quando eu tinha uns seis, sete anos - o meu maior desejo era poder brincar de boneca e nadar na piscina e o meu maior medo era a minha mãe não deixar eu tomar sorvete depois do jantar.

Alguns anos depois, quando eu tinha onze, doze anos, eu desejava ser uma modelo famosa, ter muito dinheiro e homens aos meus pés. E morria de medo de não ter roupa para ir ao shopping.

Hoje estou com quatorze anos e penso: “Quanta besteira eu desejava e receava”. Mas agora, pensando bem, descobri que não eram besteiras. Nossos desejos, assim como nossos receios, vão amadurecendo conforme nós próprios vamos amadurecendo.

Hoje eu desejo ter muitos amigos, minha família sempre por perto, um namorado, realizar-me profissionalmente e, acima de tudo, ser feliz, muito feliz. Mas, sempre seguindo de perto, tenho medo de não arrumar trabalho daqui a alguns anos, não ser feliz, sofrer, perder meus amigos, minha família, ver pessoas sofrendo e o que eu tenho mais medo: a guerra - na minha opinião, a coisa mais estúpida que existe. Separa famílias, mata pessoas inocentes ...

Mas, apesar disso tudo, Diário, eu acho que na vida há horas de alegria mas também de tristezas, sofrimentos e decepções e também de mistérios e fantasias.

Por isso eu acho que não devemos saltar capítulos ou rasgar páginas da nossa vida porque, apesar dos nossos medos e se soubermos controlá-los, haverá sempre um final feliz.

Eu tenho muitos receios mas também muitos desejos. E vou lutar muito para torná-los realidade. Afinal, nós daríamos valor aos nossos desejos se não tivéssemos receios também?

Tatiana Ortiz de Almeida

As vezes eu sinto uma ansiedade tão grande ... .

.. e eu tenho certeza de que qualquer um também sente. A gente fica naquela dúvida, não sabe o que vai acontecer e tem até medo de saber.

Quando eu faço um teste de geografia e não vou muito bem, já fico toda desesperada, achando que tirei uma nota ruim e nem tenho coragem de olhar a catástrofe. Está bem! Eu admito. Exagerei um pouquinho. Catástrofe não seria a palavra mais adequada para um simples teste de geografia (nem tão simples assim) mas é isso o que eu sinto - uma tremenda ansiedade.

Uma coisa que vive dentro de mim é aquela vontade de realizar o meu imenso sonho. Mas quando eu falo vontade, não estou querendo dizer que é o que eu quero e sim o que eu mais quero na vida e que vou conseguir tornar real, muito real. A minha vontade é ser uma ótima bailarina. Igual à Ana Botafogo, daquelas para quem o público joga moedas de ouro e rosas vermelhas no palco. Chega a me dar uma certa ansiedade. Eu mal posso esperar esse sonho se realizar.

São muitas ansiedades e desejos, mas os receios ...
Ah ... esses são muito mais!!! É medo de ser assaltada, é medo de ser desprezada, é medo de me tornar uma pessoa chata, é medo de ser seqüestrada, é medo de ficar sozinha no mundo, etc., etc., etc... É medo de tudo quanto é jeito! Me dá até medo de sentir tanto medo!

Um dia eu li em um livro que, se nós conhecermos o medo, nós podemos vencê-lo. Mas mesmo assim eu não consigo conhecer o meu medo. Quero dizer, os meus medos. Porque são tantos ... Eu iria gastar o maior "tempão" tentando conhecer cada um. Além de todos esses medos, o que mais me incomoda é engordar. Não engordar é o lema das adolescentes. Os meninos nem se incomodam tanto. Nós meninas é que nos estressamos com essas dietas malucas. A gente não come e, mesmo assim, continua gorda. Esse é um dos receios que nós temos em comum. É só perguntar para qualquer garota se ela não daria qualquer coisa para perder uns quilinhos.

Os anseios e receios fazem parte do nosso cotidiano. É impossível viver sem eles. É como se eles fossem a base dos nossos sentimentos!!!

Luana Borges da Silva
O CONCEITO DE AMOR

O amor é igual uma flor
Quando ele nasce, é pequeno,
Quando ele cresce, fica lindo
Mas quando ele fica muito velho
É capaz de murchar


Tem amor que dura muito,
tem amor que dura pouco,
tem amor que é eterno e,
tem amor que fica lindo


quando fico apaixonado
começo a pensar;
será que vai durar?

PAISAGEM

O céu é roxo
O maar rosa-choque
As árvores azul-escuro
e eu sou daltônico

NÃO

O mais duro de um não, não é não em si, e sim o pós-"não".

>

Anseios e Receios - dois tipos de sentimentos não muito bons mas que fazem parte da vida de qualquer ser humano. Como todas as coisas da vida, estes sentimentos possuem o seu lado bom, o lado do qual tiramos proveito e aprendemos.

Eu associo logo anseios e receios com vestibular. Por que??? Nós ficamos muitos ansiosos para saber se passaremos no vestibular e que colocação alcançaremos. Temos receio de chegarmos atrasados e de não conseguirmos fazer a prova ou de sermos reprovados. E, se conseguimos passar, ficamos ansiosos para começarmos logo a faculdade e como será o primeiro dia de aula? - temos receio de fazermos alguma besteira.

Quem já não teve um ataque de ansiedade com aquela viagem de férias tão esperada? E aquele receio de algo dar errado?

Um dos meus defeitos é a ansiedade. Tanto que às vezes mal consigo dormir. Ansiedade para ganhar um jogo, para o primeiro dia de aula, saber quanto tirei naquela prova ou como será aquela festa.

Receio para mim é puro pessimismo. Nós só imaginamos o que pode acontecer de mal.

Calma! Eu sei que vocês devem estar ansiosos para saber qual o lado bom desses sentimentos.

Vamos começar pela ansiedade. Com ela começamos a exercitar nossas mentes, a imaginar, a pensar em que atitudes tomaríamos em certas ocasiões.

Já os receios, você tenta aperfeiçoar as várias ações para que nada dê errado como você imagina.

Vou terminar por aqui pois não agüento mais de tanta ansiedade para saber se vou ganhar esse concurso e visitar a Academia Brasileira de Letras.

Nicolle Cavalcante Gaglionone

HOME